Carlo Ancelotti aparece no topo do ranking mundial de técnicos de seleções mais bem pagos, segundo levantamento do jornal alemão Bild. A remuneração anual apontada é de 10 milhões de euros — cerca de R$ 58 milhões — valor que chega num momento em que a Confederação Brasileira de Futebol formalizou a renovação do vínculo com o treinador até 2030.
O ranking do Bild coloca o alemão Jürgen Klopp em segundo lugar, com 7 milhões de euros por ano, e Mauricio Pochettino, à frente dos Estados Unidos, na terceira posição, com 6,8 milhões de euros. Ancelotti assumiu o comando do Brasil em junho do ano passado e teve o contrato estendido antes da disputa da Copa do Mundo de 2026, garantindo sua permanência para o ciclo seguinte.
Além de traduzir a atratividade do cargo, o pacote salarial e o prazo longo do contrato colocam a CBF em evidência sobre prioridades e custo-benefício: valores desse porte elevam as expectativas da torcida, da imprensa e dos patrocinadores por conquistas e resultados claros. Para a entidade, o investimento é também aposta em projeto esportivo e em retorno institucional e comercial.
No curto prazo, a combinação entre salário alto e contrato estendido amplia a pressão sobre Ancelotti, que precisa converter a confiança financeira em desempenho na preparação para as competições que vêm pela frente. Entre comentaristas, houve interpretações sobre mudanças táticas e de postura do técnico, sinalizando que o trabalho terá menos margem para erros à medida que o calendário se aproxima.