Carlo Ancelotti manteve a cautela na véspera da estreia do Brasil na Copa: sem confirmar a escalação para o jogo de sábado (13), às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, o treinador italiano ressaltou que a seleção precisa apresentar um "jogo completo" contra um adversário bem organizado como o Marrocos. Em vez de entregas táticas definitivas, o técnico focou em aproveitar fundamentos que podem fazer diferença imediato em partidas de alta exigência.
Entre esses fundamentos, a bola parada entrou como prioridade. Ancelotti lembrou que pesquisas apontam parcela relevante dos gols sendo originada em faltas e escanteios — cerca de 30% segundo referência citada pelo comando — e afirmou ter confiança nos cobradores e nos jogadores com presença aérea do grupo. A observação ganha peso à luz da última temporada europeia: times como o Arsenal transformaram jogadas paradas em parcela expressiva dos gols, com participação direta de defensores como Gabriel Magalhães em situações de bola parada.
No mesmo encontro com a imprensa, o treinador atualizou o status de Neymar, único titular da lista de 26 que ainda não treinou com o elenco desde a convocação. O camisa 10 segue em tratamento de uma lesão grau dois na panturrilha direita e trabalha para acelerar a recuperação; a expectativa oficial é considerá‑lo para o segundo jogo do Grupo C, diante do Haiti, dia 19 na Filadélfia. Até lá, a seleção precisa funcionar sem a presença do seu principal articulador.
Do ponto de vista tático, a ênfase em cobranças e escanteios diz menos sobre novidade e mais sobre pragmatismo: em confrontos equilibrados, eficiência em lances parados pode decidir resultados e revelar preparação. Para o Brasil, tratar Marrocos com respeito defensivo e explorar essas oportunidades pode ser o diferencial entre começar a Copa com liderança do grupo ou abrir espaço para desgaste imediato. Ancelotti evita prometer conquistas longínquas, mas deixa claro que a meta é competir em alto nível desde a estreia.