A luta contra o rebaixamento na Segunda divisão espanhola saiu do campo técnico e foi parar na violência neste domingo. No minuto 52 do segundo tempo, já além dos seis minutos de acréscimo anunciados, o goleiro do Zaragoza, Esteban Andrada, acertou um soco em Jorge Pulido, capitão do Huesca, após ser advertido com o segundo cartão amarelo. O lance deu origem a uma confusão generalizada entre jogadores e membros das comissões técnicas.

O jogo teve momentos de tensão antes do episódio: Andrada começou bem, ao defender um pênalti de Oscar Sielva ainda aos seis minutos, mas viu Sielva se redimir no segundo tempo ao converter outra cobrança da marca da cal e dar o triunfo por 1 a 0 ao Huesca, na penúltima rodada. A expulsão de Andrada aconteceu depois de uma reclamação ao quarto árbitro e de um empurrão em Pulido, seguido pelo golpe que incendiou a partida.

Além de Andrada, foram expulsos Dani Tasende, do Zaragoza, e o goleiro Dani Jiménez, do Huesca, totalizando quatro cartões vermelhos após a confusão. O resultado não alivia o Huesca, que permanece em 19º, com 36 pontos, ainda no Z‑4; o Zaragoza é o lanterna, com 35, e vê sua situação na tabela se complicar ainda mais a duas rodadas do fim.

A imagem do episódio contrapõe o esforço esportivo à falta de controle disciplinar em um momento decisivo da temporada. Esteban Andrada, 35 anos, tem trajetória sólida na América do Sul — passou por Lanús, foi campeão da Copa Sul‑Americana em 2013 e defendeu o Boca Juniors entre 2018 e 2021 — e agora encara desgaste esportivo e disciplinar em um momento crítico para o Zaragoza. O lance deve ser alvo de avaliação da comissão disciplinar da federação.