A Conmebol determinou suspensão de duas partidas a Andreas Pereira pela expulsão no duelo com o Cerro Porteño, o que afasta o meia da partida de ida das quartas de final da Libertadores contra a LDU. Além do gancho, foi aplicada multa de US$ 4 mil — valor que será descontado das receitas do Palmeiras com transmissões — e a entidade informou que a decisão não admite recurso.
O lance que motivou a punição foi classificado como agressão: segundo o relatório da partida, Andreas teria dado um tapa ao volante adversário ao tentar se desvencilhar da marcação. O time alviverde reagiu no dia seguinte, primeiro pedindo a anulação do cartão vermelho e, depois de recusada, buscando reverter a descrição do ocorrido na súmula. Ambos os pedidos foram rejeitados pela Conmebol.
No dia em que quebrou um jejum de quase três meses e confirmou presença no placar da vitória por 3 a 0 sobre o Santos pela Copa do Brasil, o jogador mostrou frustração com a punição. Em declaração à zona mista, frisou que não costuma ser expulso por comportamento agressivo e manifestou esperança de que advogados do clube pudessem reverter a situação — expectativa que choca com a informação de que a decisão é irrecorrível.
No plano imediato, Andreas está liberado para o confronto pelo Campeonato Brasileiro contra o Mirassol, domingo no Maião; já na Libertadores o Palmeiras precisa recompor o meio-campo para a ida das quartas. Fora do campo, a multa e o desconto nas receitas de transmissão representam custo direto para o clube, enquanto a ausência do jogador altera opções táticas em um duelo mata-mata de alto risco.