A Fifa deu provimento à reclamação do volante Andrey e puniu o Công An Hà Nội FC com transferban válido por três janelas, depois de considerar injustificada a rescisão unilateral do contrato do jogador. A decisão, publicada pela entidade, repercute no Brasil porque o atleta, ex-Vasco e atualmente no Santa Cruz, teve sua tese de defesa reconhecida internacionalmente.

O caso teve início quando Andrey deixou o Athletic-MG em 2025 para assinar com o clube vietnamita. Ao chegar ao Vietnã, afirmou ter sido pressionado a firmar uma procuração que colocaria suas futuras movimentações em mãos de empresários locais; ao recusar, acabou reprovado em exames que apontaram, em primeiro momento, um problema na coluna e, posteriormente, alegações de rupturas nos ligamentos dos dois joelhos.

O jogador consultou médicos no Brasil e realizou novos exames em hospital na Tailândia. O laudo emitido pelo médico da seleção do Vietnã, profissional credenciado pela Fifa, concluiu que Andrey estava apto para a prática do futebol. Com base nesses documentos, a federação internacional classificou a rescisão como quebra contratual sem justificativa e julgou procedente a queixa do atleta.

A sanção contra o Công An Hà Nội FC tem efeito direto no mercado e na operação do clube: sem poder registrar reforços nas três janelas seguintes, a equipe fica limitada esportiva e financeiramente, além de sofrer desgaste reputacional. Para Andrey, o resultado é uma validação técnica e jurídica que ajuda na recomposição da carreira no Santa Cruz; para o clube vietnamita, resta lidar com as consequências administrativas e a imagem abalada.