A estreia do circuito de Madring para o GP da Espanha acabou sendo mais morna do que o esperado: poucas disputas em pista e uma definição influenciada por decisões estratégicas, em vez de combates diretos. Andrea Kimi Antonelli aproveitou a sequência correta de eventos e conquistou a vitória, com Max Verstappen em segundo e Lando Norris fechando o pódio.
A largada trouxe momentos de tensão: Antonelli escapou do traçado ao chegar à primeira curva, retornou à frente e devolveu a posição a Norris para evitar punição. Verstappen foi obrigado a devolver a posição quando cortou a chicane, mas seguiu firme e pressionou. O desfecho, porém, foi marcado pela decisão da McLaren de não levar Norris aos boxes durante o safety car virtual provocado pela quebra de Lance Stroll — escolha que praticamente selou a vitória do italiano.
A corrida teve ainda impacto direto na temporada: Antonelli amplia a liderança do campeonato para 292 pontos, agora 81 à frente de George Russell. Lewis Hamilton, da Ferrari, abandonou por falha mecânica e viu sua série de 13 GPs pontuando chegar ao fim. Também abandonaram Carlos Sainz (Williams), Sergio Pérez (Cadillac) e Lance Stroll (Aston Martin). Gabriel Bortoleto, que perdeu posições na largada (de 12º para 14º), chegou a subir momentaneamente com as paradas, mas terminou em 13º.
Além do resultado esportivo, a etapa expôs a importância da estratégia em circuitos estreantes: a escolha de não parar Norris sob a bandeira virtual foi o gatilho mais claro para alterar o prognóstico do pódio. Madring volta a colocar Madri no mapa da F1 após décadas, enquanto a categoria segue agora para o GP do Azerbaijão, em duas semanas (sábado, 26 de setembro). Para equipes e pilotos, ficou a lição de que adaptação ao traçado e decisões rápidas de box podem pesar tanto quanto a performance em pista.