O golaço de Antonio Nusa, aos 38 minutos do primeiro tempo, abriu o caminho para a classificação da Noruega às oitavas da Copa e carimbou o confronto com o Brasil. O lance — um drible curto dentro da área seguido de um chute no ângulo — confirmou a capacidade do jovem de desequilibrar partidas decisivas.

Aos 21 anos, Nusa reúne trajetória curta e veloz: nascido em Langhus, filho de pai nigeriano e mãe norueguesa, passou por Stabæk e Brugge antes de ser contratado pelo Leipzig em 2024 por 21 milhões de euros. O preço pago elevou a expectativa sobre o papel que ele pode ter na seleção nórdica.

Nas redes e na imprensa, o atacante ganhou o apelido de 'Neymar norueguês' — não apenas por repertório de dribles, mas pela própria admiração que declara ter pelo jogador brasileiro. Em campo, a repetição de movimentos de efeito já rendeu gols e desconforto a defesas bem postadas.

Do ponto de vista prático, a Noruega ganha uma referência pela ponta; para o Brasil, subestimar Nusa seria erro evitável. Ele traz velocidade, técnica e previsibilidade baixa em ações individuais. O duelo das oitavas será, além de teste coletivo, uma oportunidade para medir até que ponto o apelido traduz uma ameaça real ao esquema canarinho.