Álvaro Arbeloa assumiu publicamente a responsabilidade pelo episódio de conflito entre Fede Valverde e Aurélien Tchouaméni e procurou fechar fileiras em torno do time na coletiva realizada neste sábado. O treinador descartou que o incidente traduza falta de profissionalismo do elenco e pediu que o episódio seja tratado internamente, defendendo a ideia de que crises pontuais não devem sair do vestiário.
Arbeloa relativizou a gravidade da lesão sofrida por Valverde, apontando aspecto de infortúnio, e afirmou que ambos os jogadores reconhecem o erro cometido. Em tom de defesa, negou relatos que pintem o grupo como desrespeitoso ou pouco comprometido, buscando preservar a reputação do elenco à véspera de um jogo decisivo.
O técnico também criticou a circulação de informações internas, qualificando os vazamentos como ato de traição ao clube e ataque à coesão do ambiente. Sem identificar responsáveis, Arbeloa disse que não vai apontar dedos, mas deixou claro que espera lealdade dentro do clube e sigilo sobre conflitos internos.
Além de tratar a questão do vestiário, o treinador respondeu a temas paralelos: elogiou o comprometimento percebido em nomes de destaque e rebateu críticas a Kylian Mbappé, relativizando imagens isoladas. Sobre rumores de mudanças na comissão, incluindo o nome de José Mourinho, foi breve e manteve foco no trabalho com o atual grupo.
O confronto com o Barcelona chega em clima tenso: o rival lidera por ampla margem a quatro rodadas do fim, e o Real tem pouco espaço para erro. Arbeloa tentou transformar a crise em oportunidade para unir a equipe, mas os vazamentos e a exposição pública do incidente reforçam um desafio extra neste momento sensível da temporada.