Álvaro Arbeloa retomou um episódio marcante do Liverpool de 2007 ao comentar a discussão entre Federico Valverde e Aurélien Tchouaméni no Real Madrid. Ao usar a referência histórica, o ex-jogador tentou colocar o conflito atual como mais um caso de bastidor, em vez de uma ruptura aberta no elenco merengue.
O incidente recordado envolve Craig Bellamy e John Arne Riise: em meio a atritos internos durante uma concentração, Bellamy chegou a agredir Riise com um taco de golfe, segundo relatos do próprio atacante. A situação levou a punições internas e multa ao jogador, um dos episódios mais controvertidos daquele plantel.
Curiosamente, naquele mesmo ano os dois seguiram tendo papel decisivo em campo: Bellamy e Riise marcaram contra o Barcelona nas oitavas da Champions, e o atacante chegou a comemorar imitando uma tacada. O Liverpool avançou até a final, onde foi derrotado pelo Milan, enquanto o treinador Rafa Benítez aplicou sanções para conter a turbulência.
A comparação de Arbeloa tem efeito imediato na narrativa pública: transforma um confronto interno em história de vestiário com possível resolução. Mas também importa o risco de relativizar atitudes agressivas como mera ‘discussão’. No caso do Real, a repercussão expõe fragilidades na gestão do elenco e aumenta a pressão sobre comissão técnica e direção para esclarecer condutas e punições.