Dias depois de deixar o comando do Real Madrid, Álvaro Arbeloa teve seu nome levado por representantes ao Bayer Leverkusen, segundo o jornal Bild. O clube recebeu a oferta no último fim de semana, mas deu como resposta um sinal negativo: embora reconheça qualidades no perfil do técnico espanhol, a diretoria não ficou convencida de que ele seria a opção certa para conduzir uma temporada de sucesso.
A recusa do Leverkusen ocorre num momento em que o time alemão ainda reconfigura o projeto de comando técnico após perder alvos considerados prioritários. Andoni Iraola e o brasileiro Filipe Luís chegaram a figurar entre as preferências do clube, mas acertaram com Liverpool e Mônaco, respectivamente. Sem sucesso nessas alternativas, a diretoria segue mapeando o mercado, porém demonstra cautela na hora de experimentar nomes mais questionáveis para um elenco com ambição europeia.
Arbeloa, que somou mais de 20 anos em funções diversas no Real Madrid, busca agora oportunidades fora da Espanha — uma aposta motivada pela percepção de que sua longa ligação ao clube merengue pode dificultar contratações dentro do próprio país. Na breve passagem como treinador principal do Real, foram 28 jogos: 18 vitórias, dois empates e oito derrotas. O período também foi marcado por episódios de atrito no elenco, com relatos de desentendimentos envolvendo jogadores como Dani Ceballos e Mbappé, informação que pesa na avaliação de potenciais contratantes.
Do ponto de vista do Leverkusen, a movimentação revela uma postura mais conservadora: o clube prefere amadurecer alternativas em vez de correr riscos com um técnico sem trajetória consolidada como treinador principal na elite europeia. Para Arbeloa, a negativa alemã não fecha o mercado, mas evidencia o desafio de transformar experiência institucional em capital imediato para assumir uma equipe de alto nível. O mapeamento continua, e a próxima escolha do Bayer será observada como indicativo da ambição real do projeto.