O salvadorenho Iván Arcides Barton Cisneros foi escalado para apitar a semifinal da Copa do Mundo entre França e Espanha, nesta terça-feira, em Dallas. Será a quarta partida de Barton no torneio — ele já atuou em Paraguai x Turquia, Japão x Suécia e na oitavas entre Suíça e Colômbia, que terminou nos pênaltis em favor dos suíços.

Barton entrou para a história do Mundial ao ser o primeiro árbitro a aplicar a chamada 'Lei Vinícius Júnior', expulsando o paraguaio Miguel Almirón aos 48 minutos do primeiro tempo, por cobrir a boca durante um confronto. Outro caso similar neste torneio envolveu o equatoriano Piero Hincapié, punido após avaliação do VAR.

A regra foi imposta pela Fifa com o objetivo de coibir gestos em momentos de discussão — uma resposta institucional ao episódio em que Vinícius Júnior acusou o jogador Prestianni, do Benfica, de insultos racistas; o atleta argentino negou as acusações e acabou punido pela Uefa com seis jogos de suspensão. Essas decisões tornaram a aplicação da norma tema recorrente nas partidas.

A nomeação de Barton para um duelo tão decisivo reacende o debate sobre interpretação e consistência na arbitragem. Em partidas de alto calibre, a tendência é que sinalizações rigorosas do árbitro aumentem a atenção sobre lances de confronto e sobre a postura do VAR, com impacto direto na dinâmica do jogo.