Dois nomes bem colocados na lista de árbitros da Copa do Mundo — Michael Oliver e Anthony Taylor — podem ver a chance de apitar a final em Miami esvair-se conforme a competição avança. Ambos são referências no circuito europeu e estavam entre os favoritos para compor a equipe da decisão.
O primeiro empecilho é técnico: a Fifa não escala árbitros para partidas que envolvam seu país de origem. Assim, a presença da Inglaterra entre as semifinalistas já impediria qualquer árbitro inglês de atuar nesses jogos, por conflito óbvio de nacionalidade.
Há, porém, outro fator que pesa especificamente contra árbitros ingleses quando a Argentina está em campo: a lembrança da Guerra das Malvinas de 1982. Por uma combinação de sensibilidade política e prudência operacional, a entidade costuma evitar nomear profissionais de países que mantêm um histórico conflituoso com uma das equipes, justamente para prevenir constrangimentos e tensões em campo.
Na prática, isso significa que Oliver e Taylor só teriam chances reais de apitar uma semifinal ou a final se tanto Inglaterra quanto Argentina fossem eliminadas. A mesma dinâmica já impactou escolhas na Copa de 2022, quando nomes ingleses foram descartados após a classificação argentina à decisão.