Argélia e Áustria empataram em 3 a 3 na terceira rodada do Grupo J, em uma partida que misturou emoção e controvérsia. O resultado garantiu a classificação da Áustria em segundo lugar e da Argélia em terceiro, e, na prática, eliminou o Irã pelo índice técnico. As consequências são imediatas: os austríacos enfrentam a Espanha nas oitavas e os argelinos pegarão a Suíça.
O jogo teve três viradas e momentos decisivos em campo. Marko Arnautović abriu o placar ainda no primeiro tempo, aos 27 minutos; Belghali igualou no fim da etapa inicial. Na parte final, Mahrez virou para a Argélia nos acréscimos, mas o confronto seguiu indefinido até que Kalajdzic deixou tudo igual aos 51 minutos, fixando o 3 a 3 final.
Além das reviravoltas, o que dominou a cobertura e as redes foi a atuação dos minutos finais: as equipes passaram a trocar passes de forma prolongada, situação que gerou vaias no estádio e acusações de ‘jogo de compadres’ por parte de torcedores e usuários nas redes sociais. A comparação com o infame jogo de 1982 — quando a Argélia se sentiu prejudicada por um desfecho combinado entre Alemanha e Áustria — voltou ao debate, ainda que a própria dinâmica da partida tenha alternado momentos de intensa disputa e instantes de contenção.
O empate, portanto, tem duplo efeito: resolve a classificação do grupo e alimenta um debate sobre espírito competitivo e transparência em jogos com interesses cruzados. Não há indício oficial de conluio, e a partida contou com lances decisivos até os acréscimos; mesmo assim, a sequência de passagens sem tentativa clara de ataque no fim alimenta a percepção de muitos torcedores e amplia a discussão sobre a necessidade de regras e condutas mais claras quando resultados combinados favorecem múltiplas equipes.