A chegada do trio formado por Colidio, Sosa e Lescano virou ponto de inflexão na temporada do Vasco. Em pouco tempo os três passaram a influir diretamente na produção do time, ajudando a recuperar resultados no Campeonato Brasileiro e a colocar na mesa a possibilidade real de disputar com força a Sul-Americana e a Copa do Brasil.
Fora de campo, a convivência entre os jogadores também virou destaque: Sosa e Lescano viajaram à Argentina, receberam familiares e curtiram a rotina que os une ao país natal, enquanto Colidio permaneceu no Rio em tratamento após sentir dores no jogo contra o Remo e acabou não sendo inscrito para a Sul-Americana. A dinâmica reforça tanto a sintonia do grupo quanto as limitações atuais do elenco.
As origens argentinas explicam parte do encaixe. Santi Sosa, natural de La Plata, traz experiência de River Plate — onde se formou — e passagens que incluem a Libertadores de 2018; reputado pela leitura de jogo e disciplina fora das quatro linhas, ele soma caráter e inteligência tática. Lescano vem do interior de Buenos Aires, de San Carlos de Bolívar, e se destaca pela qualidade com a perna esquerda e classe técnica. Já Colidio passou a integrar o elenco no Brasil e, mesmo sem poder atuar na Sul-Americana, tem influência marcante quando em campo.
O balanço é claro: a diretoria acertou ao buscar reforços com rodagem e entrosamento, que trouxeram variação técnica e crescimento imediato. Resta ao clube transformar esse impulso em sequência competitiva, gerenciando inscrições e a condição física dos jogadores para que o efeito do trio não seja apenas momentâneo, mas a base de uma campanha que devolva ao Vasco ambições continentais.