A Argentina sofreu mais do que o resultado indica, mas avançou às semifinais da Copa do Mundo ao vencer a Suíça por 3 a 1, em Miami. Mac Allister abriu o placar aos 10 minutos do primeiro tempo; Ndoye empatou no início da etapa final e levou o jogo à prorrogação. Já na etapa extra, Julián Álvarez marcou um gol de destaque e Lautaro Martínez fechou o placar ao aproveitar um rebote.

A partida teve momento decisivo antes do tempo complementar, quando Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso com auxílio do VAR. Mesmo com superioridade numérica, a Argentina passou a administrar a partida com notável desgaste físico, criando menos chances e sofrendo para manter a intensidade até o apito final.

Um dado que chamou atenção foi a decisão de Lionel Scaloni de repetir a mesma escalação usada na fase anterior — algo inédito nesta campanha. A opção sinaliza confiança, mas também evidencia um limite de alternativas diante do cansaço acumulado do elenco. A equipe abriu bem, mas a perda de ritmo e a dificuldade em criar jogadas claras expuseram a necessidade de ajustes táticos e gestão de minutos.

O próximo adversário será a Inglaterra, na quarta-feira (15/07), às 16h (Brasília). O confronto exige resposta imediata: será preciso recuperar forças, elevar o nível de criatividade e controlar o ritmo para evitar novo desgaste que complique a ambição argentina por um bicampeonato. A vaga mantém o sonho intacto, mas deixa pistas de preocupação para a reta final do torneio.