A Argentina entra na Copa do Mundo 2026 com status de favorita construída em um ciclo sólido: 84,6% de aproveitamento e 32 vitórias em 39 partidas desde o título de 2022. O percurso inclui a defesa do topo do ranking da Fifa, o título invicto da Copa América de 2024 e liderança nas Eliminatórias sul-americanas.
Apesar dos números, a qualidade dos compromissos preparatórios varreu parte das críticas: a seleção disputou amistosos contra concorrentes de nível modesto e teve a Islândia como único adversário europeu no período. O calendário poupou a equipe de testes mais rigorosos e levanta dúvidas sobre o ritmo competitivo diante de rivais fortes.
Lionel Scaloni manteve a base da campanha vitoriosa, com a maioria dos titulares consolidada, e promoveu peças que cresceram no ciclo, como Lisandro Martínez e Thiago Almada. Enzo Fernández evoluiu e rendeu a transferência recorde ao Chelsea (121 milhões de euros), enquanto Mac Allister firmou-se como 10 do Liverpool. Julián Álvarez virou referência na frente e aparece cobiçado na Europa.
No plano individual, o protagonismo segue com Messi: 19 gols desde a final de 2022 e mudança de clube para o Inter Miami; completará 39 anos pouco antes do último jogo da fase de grupos, contra a Áustria. A lesão de Tagliafico deixa Medina com chance de estrear na lateral na estreia contra a Argélia. Em resumo: favoritismo sustentado, elenco com experiência e alternativas — mas com interrogações sobre o nível de prova antes do Mundial.