Um equívoco de organização transformou a cerimônia pré-jogo do amistoso entre Argentina e Honduras, no Texas, em episódio constrangedor. Em vez de tocar o hino argentino, o sistema de som do estádio reproduziu 'Bombón Asesino', faixa festejada da banda Los Palmeras. O jogo terminou 2 a 0 a favor da seleção argentina.

A reação imediata dos jogadores foi de surpresa e silêncio. Cenas do momento viralizaram rapidamente nas redes sociais, onde internautas comentaram o peso simbólico da música — associada, em especial, à torcida do Colón de Santa Fé — sendo utilizada por engano em solo norte-americano.

O episódio expõe fragilidade operacional em cerimoniais internacionais: trocas de protocolo nesse nível não são apenas gafes técnicas, mas geram constrangimento público e repercussão midiática que corrigem o foco do evento esportivo para a organização do espetáculo.

Historicamente, 'Bombón Asesino' ganhou visibilidade em cerimônias de competições continentais, o que talvez explique sua presença no repertório do estádio. Ainda assim, a substituição do hino nacional por uma cumbia deixa claro defeitos de checagem e coordenação entre fornecedores locais e equipe de protocolo.

Do ponto de vista esportivo, a derrota de Honduras e a vitória argentina ficaram em segundo plano diante do incidente. Para a federação anfitriã e organizadores, a consequência imediata é reputacional: episódios assim geram debates sobre preparação e respeito a rituais oficiais em partidas internacionais.