A Argentina lidera com folga o ranking de pênaltis a favor nas duas últimas edições da Copa do Mundo: são oito cobranças marcadas para os hermanos, cinco em 2022 e três na edição de 2026. O número supera em muito o segundo colocado, a Inglaterra, que soma quatro (duas em cada torneio).

Lionel Messi foi responsável por sete das oito penalidades argentinas no período. O camisa 10 desperdiçou a cobrança contra o Egito em 2026 — seu terceiro erro nas últimas duas Copas — além de ter acertado a trave diante da Áustria e sofrido a defesa de Szczesny em 2022. No total, Messi é o jogador com mais pênaltis perdidos na história do Mundial.

A outra cobrança convertida pela Argentina foi de Lautaro Martínez, em partida na qual a equipe teve vários titulares preservados. Na Inglaterra, Harry Kane bateu todas as penalidades da seleção e errou apenas uma, nas quartas de final de 2022 contra a França.

Brasil, França e Portugal aparecem logo atrás, com três pênaltis cada um nas duas Copas somadas. No caso brasileiro, duas dessas cobranças ocorreram na eliminação para a Noruega, quando Bruno Guimarães perdeu e Neymar converteu; a outra foi um pênalti batido por Neymar na campanha de 2022. O balanço evidencia a dependência argentina de cobranças e de Messi, ao mesmo tempo em que ressalta o papel decisivo — e por vezes arriscado — das penalidades em jogos de alta pressão.