A Argentina perdeu a final da Copa do Mundo na prorrogação para a Espanha, por 1 a 0, com gol de Ferrán Torres. O placar e a distribuição das chances (20 a 2 em finalizações) refletem uma partida em que os sul-americanos se limitaram majoritariamente a defender e pouco ameaçaram o adversário.

Em um cenário de escassez ofensiva, Emiliano 'Dibu' Martínez foi o principal protagonista argentino. Foram 11 defesas ao longo do jogo, incluindo intervenções de alto nível em tentativas de Yamal e Nico Williams, que mantiveram o resultado em aberto até o momento decisivo.

A derrota também destacou problemas individuais e disciplinares. Enzo Fernández terminou expulso após duas faltas/advertências consideradas evitáveis, e Leandro Paredes cometeu uma falta violenta nos minutos finais. A combinação de pouca criatividade no meio e ações que desgastaram a equipe facilitaram a vitória espanhola.

Do ponto de vista tático, a final expôs a dependência da seleção em soluções defensivas e individuais — e a incapacidade de transformar posse em chances reais de gol. Além do vice, sobram perguntas sobre disciplina, escolhas de elenco e a urgência de reconstruir capacidade ofensiva para evitar repetições em torneios futuros.