A preparação da Argentina para a Copa entra na reta final com sinais de tensão: dos nove jogadores que se apresentaram fora de condição ideal, três — o volante Leandro Paredes e os laterais Nahuel Molina e Gonzalo Montiel — ainda são preocupação do departamento médico a sete dias do prazo para cortes. A situação ficou mais aguda depois que o zagueiro Leonardo Balerdi teve de deixar o grupo por um problema muscular.

Lionel Scaloni adotou postura cautelosa na coletiva após a vitória por 2 a 0 sobre Honduras, afirmando que não fará decisões precipitadas e que precisa avaliar a evolução física dos atletas até terça-feira, quando a seleção faz o último amistoso contra a Islândia, no Alabama. A presença de Paredes, Molina e Montiel no banco, mas sem entrar, reforçou a ideia de que ainda não estão 100%.

O técnico tem margem para trocar jogadores por lesão até a véspera da estreia, desde que haja comprovação médica, o que mantém em pauta alternativas vindas do grupo que treina nos Estados Unidos. O lateral direito Giay, do Palmeiras, teve atuação positiva contra Honduras e surge como opção imediata caso faltem peças pelas laterais — uma posição que pode ficar fragilizada com novos desfalques.

Além dos três em atenção especial, o departamento médico monitora outros nomes que chegaram com problemas, embora alguns tenham evoluído: Cuti Romero reencontrou ritmo, Messi e Nico González podem somar minutos no próximo amistoso e Nico Paz tende a ser liberado em breve. O cenário exige cuidado: perda de jogadores-chave nos dias finais da preparação pode reduzir opções táticas e forçar mudanças de última hora no elenco.