Um levantamento do Gato Mestre, a área de dados do ge, aponta que a Copa do Mundo de 2026 será a primeira da história sem um técnico brasileiro na lista de treinadores. Com essa ausência e a estreia de três argentinos na função — Néstor Lorenzo (Colômbia), Sebastián Beccacece (Equador) e Mauricio Pochettino (Estados Unidos) — a Argentina passa o Brasil no total acumulado de técnicos que comandaram seleções em Mundiais.

Segundo o estudo, a soma chegará a 27 treinadores argentinos na história das Copas, contra 24 brasileiros. Nesta edição a Argentina é o país com maior número de técnicos presentes (seis ao todo). A França aparece em seguida com cinco comandantes nesta edição, três deles estreantes; no panorama histórico a Alemanha seguirá logo atrás no total de técnicos registrados.

O levantamento também destaca recordes de presença em partidas: a Alemanha, que já tinha 146 jogos dirigidos por treinadores locais, deverá alcançar 155 ao fim da primeira fase; a Argentina, com seus seis técnicos em 2026, chega a 154 jogos na mesma conta. Outro marco citado é que houve apenas três partidas em Mundiais em que ambos os técnicos eram brasileiros — a última ocorreu em 2006 — reforçando que a presença histórica do técnico brasileiro na Copa vem perdendo espaço nesta edição.

O resultado do cruzamento de dados não é apenas estatístico: simbolicamente, aponta para uma mudança no mapa de protagonismo técnico entre seleções sul-americanas e europeias na era moderna dos Mundiais. O Gato Mestre compilou informações desde a primeira edição, em 1930, para traçar esse panorama e mostrar como a composição de treinadores por nacionalidade evoluiu até 2026.