A Argentina sofreu, mas avançou. Em Atlanta, nesta terça (7), os atuais campeões reverteram um placar adverso e venceram o Egito por 3 a 2, em virada que manteve viva a chance de igualar a marca histórica de tetracampeã. A seleção africana abriu 2 a 0 e segurou a vantagem até os minutos finais, quando a pressão argentina acabou convertida em três gols em 13 minutos.
Lionel Messi, que chegou a perder um pênalti no primeiro tempo, foi central na reação: deu a assistência para o zagueiro Cristian Romero descontar e depois balançou as redes para empatar. O capitão também ampliou números históricos — 21 gols em Copas e nove jogos seguidos com gols em Mundiais — e é o principal artilheiro desta edição, com oito gols.
No aspecto tático, Lionel Scaloni fez duas alterações em relação ao jogo anterior, com Nicolás Tagliafico e Leandro Paredes entrando na equipe. Do outro lado, o técnico Hossan Hassan também mexeu no time, promovendo duas mudanças que deram dinâmica ao ataque egípcio, autor de sua melhor campanha em Copas até aqui.
Além do alívio argentino, a vitória tem efeito esportivo claro: a seleção segue viva na corrida pelo tetra e enfrenta nas quartas o vencedor de Suíça e Colômbia, em duelo marcado para sábado (11), às 22h, em Kansas City. Para o Egito, resta o consolo da melhor participação da sua história; o continente africano, porém, perdeu a chance de colocar duas equipes nas quartas, diante do avanço apenas de Marrocos.