Giorgian De Arrascaeta alcançou a marca de 100 jogos na Libertadores em noite decisiva no Maracanã. O camisa 10 abriu o placar na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, garantindo a vaga do Flamengo nas quartas de final e repetindo, oito anos depois, a famosa "lei do ex" contra o clube onde foi rival em 2018.
A celebração, no entanto, convive com limites físicos: o meia ficou quase três meses fora entre abril e julho após fratura na clavícula e uma lesão na panturrilha. Desde o retorno, a comissão técnica aplicou controle rígido de minutos para preservá‑lo, opção elogiada por Leonardo Jardim, que o definiu como "fantástico" e reforçou a impossibilidade de exigir dele 90 minutos em todas as partidas.
Essa gestão de carga teve impacto direto no planejamento de mercado. Jardim pediu uma peça diferente para o setor criativo; a diretoria avaliou alternativas e chegou a negociar com Thiago Almada, sem avanço nas tratativas. A necessidade expõe uma dependência do time em relação ao uruguaio e limitações no elenco, que às vezes recorre a improvisações como Samuel Lino.
A trajetória de Arrascaeta na competição é longa: 12 jogos e dois gols pelo Defensor, 19 partidas e quatro gols pelo Cruzeiro, e 69 jogos com 13 gols desde que chegou ao Flamengo. Tricampeão da Libertadores, ele segue como referência nos jogos decisivos, mas a combinação entre valor individual e fragilidade física pede cautela: manter o uruguaio disponível pode decidir campanhas, mas exige convicção na montagem do grupo.