Quase uma força constante dentro do turbilhão do Flamengo recente: Arrascaeta e Bruno Henrique seguem como peças centrais nas campanhas do clube na Libertadores desde 2019. O duelo desta quinta-feira, contra o Estudiantes, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, aponta para mais um capítulo dessa longeva parceria — ainda que o meia uruguaio esteja em dúvida por conta de uma lesão e tente voltar a tempo da reta decisiva.

A importância prática dos dois aparece nos números: dos 20 gols do Flamengo nas 10 partidas que disputou na edição, Bruno Henrique participou diretamente de sete (cinco gols e duas assistências) e Arrascaeta de cinco (quatro gols e uma assistência). Ambos já atravessam a oitava temporada no clube e assumem, jogo a jogo, a responsabilidade por quebrar defensivas e decidir confrontos eliminatórios.

Há também um componente histórico em jogo. Se estiver em campo e o Flamengo avançar, Arrascaeta disputaria a quinta final da Libertadores — todas pelo clube — e subiria na lista de atletas com mais decisões do torneio, segundo ranking do Transfermarkt. O meia foi campeão em 2019, 2022 e 2025 e perdeu a final de 2021. Bruno Henrique tem trajetória diferente: por causa de uma lesão em 2022, contabiliza até aqui três finais (2019, 2021 e 2025) e busca retomar o protagonismo nas fases decisivas.

No plano esportivo imediato, a dúvida sobre Arrascaeta testa a profundidade do elenco e a capacidade do técnico de encontrar soluções sem abrir mão do volume ofensivo que Bruno oferece. Para o torcedor, a presença dos dois representa continuidade e identidade desde 2019; para o time, pode ser a diferença entre manter a ambição continental e ter de ajustar a estratégia nas fases finais.