Arrascaeta desembarcou no Aeroporto Internacional do Galeão nesta quarta-feira com o braço esquerdo imobilizado e seguirá para internação na manhã de quinta-feira, quando fará exames preparatórios antes da cirurgia para corrigir a fratura no punho sofrida durante o amistoso do Uruguai contra a Coreia do Sul.

O procedimento será comandado pelo chefe do departamento médico do Flamengo, Fernando Sassaki, junto ao especialista Roberto Feres. Ainda não há prazo definitivo para a recuperação: o tempo de afastamento dependerá do resultado da operação e da evolução clínica do meio-campista, embora já exista pessimismo sobre a possibilidade de utilização de Arrascaeta nas semifinais da Conmebol Libertadores contra o Estudiantes.

O clube confirmou que o camisa 10 permanecerá fora de partidas após o retorno da Data Fifa; o Flamengo volta a campo no dia 8 de outubro, contra o Santos, na Vila Belmiro, e não contará com o jogador — a partir dessa partida começa a contagem dos jogos que ele perderá. A lesão ocorreu em Seul, quando Arrascaeta caiu e apoiou o antebraço esquerdo, saindo do jogo aos 32 minutos do segundo tempo e sendo substituído por Rodrigo Salazar; exames locais inicialmente apontaram trauma e depois confirmaram a fratura.

Do ponto de vista esportivo, a ausência do principal articulador ofensivo reforça um desafio imediato para o técnico e para a diretoria: encontrar alternativas de criação e proteger um elenco que já disputa fases decisivas. A operação e a recuperação serão acompanhadas de perto pelo departamento médico e pela comissão técnica; no curto prazo, o caso vira teste de profundidade de elenco e resposta tática do Flamengo em uma janela decisiva da temporada.