O Flamengo foi eliminado da Copa Libertadores pelo Estudiantes nos pênaltis, em partida decidida após dois 0 a 0 — ida e volta. No Maracanã lotado, a disputa terminou com vitória argentina por 3 a 2 nas cobranças, e o meia Arrascaeta, que havia retornado de lesão, fez um diagnóstico duro: o time não entregou o rendimento necessário para avançar.
Arrascaeta voltou ao time após mais de um mês parado por fratura no ombro e entrou aos 18 minutos do segundo tempo no lugar de Carrascal. Tentou organizar a construção ofensiva, mas deixou transparecer falta de ritmo. Coube a ele cobrar a primeira penalidade e convertê-la; na sequência, Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique tiveram as cobranças defendidas pelo goleiro adversário Muslera, que acabou sendo decisivo.
A eliminação expôs limitações do time: eficiência ofensiva reduzida, dificuldade em transformar o favoritismo em gols diante da própria torcida e dependência de momentos individuais. Em uma copa onde margem de erro é estreita, a leitura de Arrascaeta foi direta: sem entregar o máximo, o preço costuma ser alto — e o Flamengo pagou.
Agora, sobra a necessidade prática de reação imediata. Além do abalo emocional, a queda encerra a trajetória continental do clube nesta temporada e desloca o foco para o Campeonato Brasileiro. Jogador e comissão técnica repetiram a ideia de virar a página e trabalhar; o desafio será traduzir essa convocação em correções rápidas para recuperar confiança e resultados.