No 4 a 0 do Flamengo sobre o Atlético-MG na Arena MRV, Arrascaeta voltou a deixar sua marca e alcançou 11 gols contra o Galo — seis com a camisa do Cruzeiro e cinco pelo Flamengo — tornando o adversário mineiro sua maior vítima no futebol brasileiro. A coincidência amplia o sabor da atuação, dada a rivalidade regional com o Cruzeiro.

O levantamento mostra que nenhum dos 11 gols foi de pênalti. A diversidade das conclusões chama atenção: finalizações com a perna direita na área predominam, mas há tentos com a esquerda, de cabeça, em dribles individuais, carrinho e aproveitamento de rebotes. O repertório reforça a presença do meia dentro da área adversária.

Após o duelo, a comemoração de Arrascaeta ecoou nas redes: foi a mesma exibida por Gabigol na final da Copa do Brasil contra o Atlético-MG, e a legenda postada pelo uruguaio suscitou interpretações de provocação. O jogador registrou o gesto como referência à família — letras que remetem à esposa e ao filho — mas a cena não deixou de provocar reação entre torcedores do Galo.

No panorama de clubes, América-MG e Palmeiras aparecem logo atrás, com nove gols cada (o América com oito marcados ainda no período Cruzeiro). Em sua passagem pelos dois grandes mineiros e no Flamengo, Arrascaeta soma números que consolidam sua influência ofensiva: marcou 50 vezes e deu 37 assistências pelo Cruzeiro; no Flamengo, ultrapassou 100 gols e soma mais de 100 assistências, entrando no Top 20 de artilheiros rubro-negros.