Arrascaeta terminou a participação na Copa do Mundo sem entrar em campo pelo Uruguai: foi opção, esteve no banco na derrota por 1 a 0 para a Espanha, mas não teve condições para ser acionado por Lionel Bielsa. A eliminação precoce da seleção uruguaia encerra a janela de acompanhamento competitivo do camisa 10 e devolve ao Flamengo o foco na readaptação do jogador.

O meia já está na fase final da recuperação da lesão na panturrilha direita, sofrida às vésperas do torneio, e não vinha mais apenas em sessões isoladas de fisioterapia: iniciou trabalhos de transição com o restante do grupo. Como vinha também se recuperando de fratura na clavícula, o departamento médico do clube projeta um retorno gradual, para reduzir riscos após o longo período sem ritmo de jogo.

Um diferencial no processo é a presença de Laniyan Neves, fisioterapeuta do Flamengo convocado pelo Uruguai para integrar a comissão técnica: esse acompanhamento conjunto permitiu alinhamento técnico entre clube e seleção sobre métodos e evolução clínica. Para o Flamengo, a continuidade desse monitoramento é vantagem operacional — reduz incertezas e melhora a previsibilidade sobre quando o atleta poderá ser recorrentemente utilizado.

O planejamento atual aponta para o retorno aos jogos do Brasileirão em 22 de julho, diante da Chapecoense, fora de casa, mas com manejo de minutos esperado. Arrascaeta, Varela e De la Cruz têm dez dias de férias e devem voltar ao Ninho do Urubu para iniciar preparação, ainda que possam se apresentar antes. A tendência é que o Fla conte com o talento uruguaio de forma gradual, equilibrando necessidade imediata de resultados e prudência médica.