A recuperação relâmpago de Giorgian Arrascaeta virou alívio imediato para o Flamengo. Operado no punho esquerdo, o meia voltou aos gramados após apenas 21 dias — metade do prazo inicialmente estimado —, entrou no segundo tempo da semifinal contra o Estudiantes, jogou 32 minutos e converteu sua cobrança na disputa de pênaltis. O retorno, com o punho protegido, reforça a expectativa de um reforço físico e técnico justamente quando o clube mais precisa.
Além do aspecto médico, há um desafio esportivo: Arrascaeta precisa readquirir ritmo para voltar ao time titular e influir diretamente na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro. Com 67 pontos e um jogo a menos, o Flamengo encara o Atlético-MG no Maracanã nesta segunda-feira com a chance de retomar a liderança — cenário em que a presença plena do camisa 10 seria estratégica para a equipe de Leonardo Jardim.
A boa notícia teve efeito colateral: Diego Forlán incluiu Arrascaeta na pré-lista do Uruguai para a Data Fifa de novembro, que tem amistoso contra a Argentina no dia 13. A janela termina em 17 de novembro, véspera da rodada 35, o que cria um nó logístico caso a seleção confirme convocações e dificulta o planejamento rubro-negro para a fase decisiva do calendário.
O episódio torna visível um debate em curso na CBF sobre a possibilidade de poupar atletas envolvidos na briga do Brasileirão — alternativa relativamente viável para jogadores convocados pelo Brasil, mas complicada quando se trata de seleções estrangeiras. O Flamengo também monitora outros nomes em pré-listas (Pedro, Samuel Lino, Paquetá, Royal, Plata, Valencia e Carrascal), e a soma dessas indefinições pode pesar na negociação por liberações e, por extensão, no desempenho do clube na reta final.