O Arsenal entra em campo nesta terça no Emirates com a chance de retornar a uma final da Liga dos Campeões após 20 anos. A última vez foi em 2006, quando a geração de Thierry Henry perdeu a decisão para o Barcelona por 2 a 1. A marca que une aquele time ao atual é a dificuldade em ser batido — um atributo testado novamente nesta fase decisiva.
Nesta edição do torneio, o clube inglês é o único ainda invicto: são 10 vitórias e três empates em 13 jogos. A sequência de invencibilidade no torneio é a maior da história do Arsenal na Champions; a última derrota do time na competição veio em maio do ano passado, quando foi superado pelo Paris Saint-Germain por 2 a 1 na segunda partida da semifinal. Na temporada como um todo, o Arsenal acumulou sete derrotas em 58 jogos.
O confronto com o Atlético de Madrid chega sem vantagem definida, após o empate por 1 a 1 no jogo de ida em Madrid. As regras do mata-mata preveem prorrogação e, se necessário, decisão por pênaltis. Às vésperas do duelo, Mikel Arteta destacou a energia do grupo e a ambição coletiva: segundo o técnico, o time trabalhou para colocar-se nesta posição e está determinado a aproveitar a oportunidade para chegar à final.
Mais do que estatística, a invencibilidade funciona como referência de confiança para o Arsenal, mas não garante o avanço. Trata-se de um jogo único, com margem estreita para erros, e a passagem à decisão será medida pela capacidade do time de sustentar sua regularidade diante de um adversário que já igualou o confronto na Espanha. Chegar à final teria peso simbólico — e esportivo — ao trazer de volta uma geração à disputa continental após duas décadas.