Mikel Arteta reagiu publicamente às declarações de Gabriel Jesus sobre a forma como foi afastado das atividades do Arsenal antes de fechar com o Barcelona. O treinador afirmou ter mantido uma conversa individual com o atacante e se mostrou surpreso com a versão divulgada por Jesus, insistindo que o diálogo entre as partes foi pautado pela gratidão.

Segundo o próprio Gabriel, o atleta participou normalmente da pré-temporada, mas passou a treinar à parte em determinado momento sem receber, segundo ele, uma explicação direta do clube. A mudança, seguida da conclusão do negócio no último dia da janela, acabou tornando pública uma divergência interna que agora ganha ar público.

Arteta reconheceu que decisões desse tipo costumam gerar reação entre os jogadores e afirmou que assumir a responsabilidade por medidas impopulares faz parte do seu papel. Ele citou exemplos de atletas que saíram e depois mantiveram boa relação com o clube, sugerindo esperança de normalização do vínculo com Jesus nos meses seguintes.

O episódio, porém, deixa um recado sobre gestão de elenco: mesmo em estruturas profissionais, a comunicação em saídas de jogadores sensíveis pode contaminar a imagem do clube e complicar relações com o vestiário e o mercado. Para o Arsenal, manter coesão interna e clareza nos procedimentos será crucial para evitar custos políticos e esportivos na próxima temporada.