Arthur Cabral encerrou um jejum que já durava quase dois meses ao marcar o gol que abriu a vitória do Botafogo por 3 a 2 sobre o Mirassol, no Nilton Santos. O centroavante que vinha sem balançar as redes há nove partidas acertou um chute de primeira, de fora da área, aos 10 minutos do primeiro tempo, carimbando o ângulo do goleiro Walter.

A noite teve tensão antes de começar: o nome de Cabral foi vaiado pelo público quando apareceu no telão, reflexo da fase ruim do time. No intervalo, o próprio atacante relativizou as vaias, destacando que o torcedor tem direito de se manifestar e que sua prioridade é entrar em campo e buscar resultados.

Torcedor está no direito dele, paga ingresso, vem para cá e faz o que quiser.

Contratado ao Benfica em meados de 2025, Cabral chegou com status de titular e soma, até agora, números modestos: cinco gols em 28 partidas no primeiro semestre de 2025 e produção escassa em 2026, com apenas um gol — anotado contra o Grêmio em 5 de fevereiro, na derrota por 5 a 3. Nesta temporada, ele começou dez das 14 partidas em que atuou.

No duelo com o Mirassol, o atacante deixou o campo aos 25 minutos do segundo tempo e foi aplaudido — cerca de 6,7 mil torcedores estiveram no estádio. O resultado teve impacto imediato: o Botafogo saiu da zona de rebaixamento e ganhou um respiro na tabela. O próximo compromisso é clássico contra o Vasco, em São Januário, onde Cabral tem bom histórico — dois dos cinco gols de 2025 foram justamente contra o rival.

O gol, além de decidir o placar, devolve um pouco de tranquilidade a um jogador e a um clube pressionados. Ainda assim, a sequência positiva precisa ser sustentada: números individuais ainda são baixos e a equipe depende de consistência coletiva para transformar o alívio de uma vitória em recuperação real no campeonato.

Meu trabalho é entrar dentro de campo, focar em ajudar a equipe, tentar fazer gol e conquistar os três pontos.