Arthur Cabral volta a ficar à disposição do Botafogo após cumprir suspensão e deve ser opção para o clássico com o Flamengo, domingo às 16h, no Maracanã. O atacante chega ao duelo tentando encerrar um jejum de nove partidas sem marcar — o último gol foi em 17 de maio, quando anotou três vezes contra o Corinthians, antes da pausa do Brasileirão para a Copa do Mundo.
A ausência de gols estende um padrão de irregularidade: Cabral já havia passado por sequência semelhante entre fevereiro e abril e só encerrou o jejum no que seria o 10º jogo, diante do Mirassol. No acumulado da temporada, são 36 partidas e nove gols em 2026, números que colocam sob avaliação a efetividade do camisa 19 como referência ofensiva do clube.
A situação esportiva do jogador se complica com movimentações do próprio Botafogo no mercado: Danilo Pereira, que atua como 9 mais móvel, já estreou e tem um gol em quatro jogos, e Tiquinho Soares foi anunciado nesta quarta-feira — embora ainda não esteja inscrito. A chegada de reforços amplia a concorrência e impõe ao treinador decisões sobre escalação e proposta tática que podem reduzir o protagonismo de Cabral.
Além do aspecto individual, há implicações práticas para o Botafogo: se o centroavante não retomar a produtividade em um clássico de grande exposição, o clube pode ver necessidade de ajustar o modelo ofensivo ou acelerar a integração dos recém-contratados. Para Cabral, o confronto no Maracanã será, portanto, teste de recuperação de forma e de manutenção de espaço em um ataque que vem sendo reformulado.