O jornal espanhol AS dedicou espaço à campanha do Brasil na Copa após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, ressaltando que a equipe de Carlo Ancelotti privilegia eficiência em vez de espetáculo. A avaliação aponta que, mesmo sem brilho constante, o time tem se mantido competitivo em momentos decisivos.
A análise do diário enfatiza o pragmatismo como marca do trabalho do treinador: ajustar o elenco diante de desfalques e encontrar soluções táticas que preservem a competitividade. A peça chega a comparar a Seleção ao Real Madrid dirigido por Ancelotti, um time acostumado a crescer em jogos grandes.
O texto relembra a lista de baixas sofridas pela comissão técnica — entre elas Rodrygo, Militão, Estêvão, Wesley, Raphinha e Paquetá — e afirma que, apesar das perdas, a Seleção avançou e tem pela frente a Noruega. A leitura do AS é a de um conjunto voltado a resultados, mesmo que isso signifique abrir mão de uma identidade mais vistosa.
Do ponto de vista esportivo, o reconhecimento internacional reforça a lógica adotada pelo técnico: priorizar progresso nas fases finais. Resta saber, porém, se o pragmatismo será suficiente para responder à pressão por títulos — desde 2002 o Brasil não ergue a taça — e se a estratégia aguenta testes mais exigentes nas próximas fases.