Aos 23 minutos do primeiro tempo, na Arena da Baixada, um lance simples de ataque virou motivo de revolta do Mirassol: a assistente Marcia Bezerra Lopes Caetano marcou impedimento em uma cobrança lateral de Reinaldo que encontrou Edson Carioca. Técnico Rafael Guanaes e jogadores protestaram no campo, visivelmente irritados com a anulação do lance.
Pela regra do futebol, não existe impedimento em cobranças de lateral, o que torna a marcação imediatamente contestável. Mesmo assim, o árbitro Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho confirmou a sinalização da bandeirinha, consolidando um erro formal da equipe de arbitragem que interrompeu uma sequência ofensiva do Leão.
O confronto, válido pela 18ª rodada do Brasileirão e último antes da parada para a Copa do Mundo, tinha importância direta na tabela: o Mirassol iniciava a rodada na zona de rebaixamento, com 16 pontos, enquanto o Athletico ocupava a quarta posição, com 27. Em um contexto tão apertado, decisões equivocadas de arbitragem ganham peso prático e podem alterar o humor e a estratégia das equipes no intervalo da competição.
Além da frustração imediata em campo, lances desse tipo tendem a alimentar o debate sobre preparação e protocolo da arbitragem em jogos decisivos. Erros óbvios — como marcar impedimento em uma cobrança de lateral — corroem a confiança dos clubes e dos torcedores e exigem respostas por parte das instâncias responsáveis pelo apito.