A semifinal entre os brasileiros Yago Dora e Italo Ferreira, em Raglan (Nova Zelândia), foi interrompida neste domingo depois que o fotógrafo da WSL, Ed Sloane, sofreu um ataque de um animal marinho. Assim que o incidente foi detectado, a organização tirou os dois surfistas do mar com um jet-ski e suspendeu a bateria por segurança.

A WSL não confirmou imediatamente se o agressor foi um tubarão ou um leão-marinho. O diretor de competições, Renato Hickel, informou que Sloane sofreu ferimentos no tornozelo e perdeu o pé de pato no ataque, mas teve apenas machucados nas pernas e foi encaminhado de ambulância ao hospital. Italo e Yago ficaram visivelmente abalados ao deixar a água.

A liga fez uma varredura nas águas e aproveitou a maré baixa para adiar a disputa. A retomada ocorreu algumas horas depois, em horário ainda não definido pela organização, e, quatro horas após o incidente, Italo Ferreira sagrou-se campeão da etapa em Raglan. O episódio reforça a ênfase da WSL em procedimentos de segurança quando há risco comprovado no mar.

O episódio acontece em ano marcado pelo domínio do chamado Brazilian Storm. Yago Dora, atual campeão mundial, começou a temporada na liderança; Miguel Pupo venceu a etapa de abertura em Bells Beach e chegou a usar a lycra amarela; Gabriel Medina assumiu a posição de número 1 em Gold Coast e manteve-a em Raglan. Além do aspecto esportivo, o ataque reacende debate sobre protocolos e proteção de profissionais que trabalham na água durante eventos.