O Athletico fez o que se esperava diante do lanterna: venceu a Chapecoense por 4 a 1 na Arena Condá e voltou à terceira posição do Brasileirão, com 53 pontos. A abertura rápida do placar — 3 a 0 em cerca de 30 minutos, com gols de Leozinho, Luiz Gustavo e Viveros — deu a impressão de um jogo decidido cedo e devolveu moral ao time numa fase em que cada ponto vale para a briga por vaga na Libertadores.

Apesar da goleada, o jogo deixou sinais de alerta. O Furacão diminuiu o ritmo depois do terceiro gol e acabou parecendo subestimar o adversário; a Chapecoense, com a obrigação de ir para cima, forçou o goleiro Mycael a várias intervenções e chegou a reduzir para 3 a 1 antes de Viveros marcar o quarto. No total, o Athletico sofreu 22 finalizações, sendo oito na direção do gol — um número incomum para uma equipe que mira a zona de classificação continental.

No banco, o auxiliar Fábio Moreno — que comandou a equipe enquanto Odair Hellmann cumpria suspensão — aproveitou a folga no placar para poupar e ajustar: Arthur Dias, Esquivel e Leozinho saíram por questões físicas. A necessidade de alterações e a queda de intensidade durante grande parte do segundo tempo expõem lacunas que têm de ser corrigidas com rapidez, especialmente pela sequência que vem pela frente.

O resultado, por outro lado, dá gás e tranquilidade pontual: reassumir a terceira posição aumenta o controle sobre a disputa direta e amplia a margem para o primeiro time fora do G-6, o Cruzeiro (48 pontos). Ainda assim, a leitura técnica é clara: a equipe ganhou confiança, mas leva para a reta final um desafio defensivo que precisa ser resolvido antes do confronto duro contra o Palmeiras, adversário com ataque mais qualificado e escalado para punir convites ao erro.