O Athletico viveu a pior derrota desde a chegada de Odair Hellmann: eliminado pela Copa do Brasil após perder por 4 a 0 para o Vitória. A noite ganhou tom dramático porque, antes do apito inicial, o goleiro Santos completou 323 jogos e passou a ser o quinto atleta com mais partidas pelo clube — mas acabou protagonista por falhas que definiram a eliminação.
O jogo foi o oposto do que o Furacão apresentou na Arena da Baixada: em Salvador, a equipe teve fragilidades coletivas e individuais. Santos falhou no primeiro gol ao deixar rebote para Renê e voltou a errar no terceiro, ao socar mal a bola e permitir novo aproveitamento do mesmo marcador. O time terminou com 13 finalizações, apenas três no alvo; o Vitória finalizou 16 vezes, nove no gol, e converteu quatro.
Odair tentou uma escalação mais cautelosa, com Léo Derik na esquerda por ausência de Esquivel e Claudinho, mas a opção não surtiu efeito: Erick, pelo lado direito do ataque baiano, encontrou espaço e a dupla de meio Luiz Gustavo e Jadson cedeu infiltrações perto da área. Houve momentos de pressão — destaque para sequência de defesas de Lucas Arcanjo após escanteios bem batidos por João Cruz —, mas sem produção ofensiva suficiente: apenas um chute certeiro de fato e a trave de Kerwin Vargas no segundo tempo.
A eliminação por goleada reforça problemas práticos que o clube precisa resolver: reorganização defensiva, solução para a lateral esquerda e avaliação da segurança no gol. A carreira de Santos no Athletico tem feitos que não se apagam, mas a atuação desta quinta-feira amplia a cobrança sobre elenco e comissão técnica e torna obrigatória uma resposta rápida em campo.