Três dias após a derrota por 4 a 1 para o Vitória, que havia ampliado a pressão sobre o elenco, o Athletico se recompôs e venceu o Santos por 2 a 0 na Vila Belmiro. O resultado devolve confiança ao grupo e tem efeito prático na tabela: o Furacão chegou a 40 pontos e manteve a terceira posição do Brasileirão, com sete pontos de vantagem sobre o Bahia, primeiro fora da zona de classificação para a Libertadores de 2026.

A partida ficou decidida no primeiro tempo, quando Viveros aproveitou duas oportunidades e se isolou na artilharia da Série A, com 14 gols. A leitura tática da equipe foi clara: fechar o meio, aproximar um jogador a mais do centroavante e acelerar as transições assim que a bola era recuperada. A estratégia funcionou especialmente diante da pressão do Santos no pós-perda, abrindo espaços importantes para o ataque.

Odair Hellmann destacou a reação do vestiário e defendeu a avaliação positiva do trabalho, mesmo com oscilações recentes. O técnico também apontou o desgaste físico: o duelo com o Santos foi o sexto do Athletico em 18 dias, cenário que justificou a mudança de postura no segundo tempo, com recuo e proteção da área. As substituições no intervalo tiveram o objetivo claro de reforçar o bloqueio e administrar o resultado.

No segundo tempo o time cedeu terreno e passou a jogar em bloco baixo, sem conseguir o segundo passe com a mesma frequência, mas sustentou a vantagem até o fim. Mais que três pontos, a vitória serve para recuperar o ambiente interno e dar margem de manobra ao trabalho de Odair na sequência da temporada, sem apagar as dúvidas geradas pela derrota na Copa do Brasil.