O Athletico conseguiu uma vitória de peso fora de casa: 3 a 2 sobre o Botafogo, no Nilton Santos, resultado que o leva a 44 pontos e o mantém firme no G4. O triunfo também aproxima o clube do vice-líder Flamengo e preserva uma larga probabilidade de vaga na Libertadores (89,9%, segundo o Gato Mestre). Em termos de tabela, foi uma rodada importante antes de uma sequência de confrontos diretos.
Tecnicamente o jogo deixou claro que o time não operou no seu nível mais alto. A vantagem inicial veio cedo — dois gols nos primeiros 13 minutos — fruto de pressão na saída de bola adversária: um roubo de Jadson que resultou no cabeceio de João Cruz e outro da defesa do Botafogo, aproveitado por Dantas para lançar Viveros. No primeiro tempo o Athletico teve apenas cinco finalizações e, embora tenha controlado parte do jogo, começou a ceder espaços até o intervalo.
No segundo tempo o panorama mudou: o Botafogo intensificou a pressão e o Furacão sofreu para segurar a posse. O técnico fez alterações, mas a equipe só voltou a finalizar efetivamente depois dos 25 minutos da etapa final. A solução veio em transição — saída rápida do goleiro Santos para Kerwin Vargas, que acionou Viveros para o terceiro gol, aos 32. Em números de eficiência, o Athletico converteu três em sete chances, enquanto o Botafogo terminou com 33 finalizações, marcando duas vezes já nos minutos finais.
Além do alívio pelos três pontos, a partida escancarou um ponto de atenção: quando não controla a bola, o time sofre com excesso de espaços e dependência das transições. A vitória compensa o empate recente com o Bragantino, mas não oculta a necessidade de ajustes táticos antes do duelo direto com o Fluminense na próxima rodada. Em resumo: sequência e competitividade mantidas, mas com fragilidades que podem custar caro em confrontos com adversários de peso.