O Atlético-MG voltou ao Norte do país e saiu do Mangueirão com um empate por 2 a 2 diante do Remo, resultado que o técnico descreveu como amargo. O time começou em desvantagem, chegou à virada no primeiro tempo, mas cedeu o empate na etapa final. Com principais alterações na escalação — entre elas a entrada de Pascini no lugar do suspenso Renan Lodi e a opções por Preciado, Vitor Hugo e Reinier — o treinador defendeu que a equipe controlou o jogo em grande parte, mas pecou em momentos decisivos.
Domínguez apontou dois erros defensivos que custaram caro e criticou a falta de eficiência nas chances criadas. A opção por mexer na formação foi atribuída à necessidade de poupar minutos diante de um calendário intenso: o time vinha de jogo na Copa do Brasil e tem compromisso pela Sul-Americana na semana que vem. Apesar das mudanças, o técnico avaliou positivamente a execução tática no primeiro tempo e a disposição do elenco para competir sob condições adversas.
Além do trabalho tático, o treinador destacou o impacto físico e logístico da sequência: o Atlético disputou partida na Arena MRV no domingo, viajou para as extremidades Sul e Norte do país em poucos dias e voltará a pegar a estrada antes do duelo contra o Bragantino pela Sul-Americana. A sobrecarga de deslocamentos e um gramado mais pesado no Mangueirão foram citados como fatores que dificultaram a performance na segunda etapa.
No Campeonato Brasileiro, o empate mantém o Galo em 10º lugar, com 29 pontos — três atrás do Bahia, primeiro time dentro da zona de Libertadores. A perda de pontos fora de casa sai cara em um momento em que a equipe busca regularidade e condições melhores na tabela. A combinação de desgaste físico, erros pontuais e dificuldade para converter oportunidades deixa o time sob pressão para as próximas partidas.