O Atlético de Madrid respondeu com deboche ao comunicado do Real Madrid que dizia ter apresentado uma proposta de R$ 899 milhões por Julián Álvarez. Em vez do tom amistoso usado pelo rival, o clube colchonero publicou uma reação curta nas redes sociais — com uma sequência de emojis de riso — e em seguida divulgou uma nota em quatro pontos para rebater pontos da versão adversária.
No comunicado, o Atlético negou ter agradecido pela oferta — contrapondo a narrativa do Real — e lembrou que a multa rescisória do atacante é de 500 milhões de euros (cerca de R$ 2,99 bilhões). A réplica ainda provocou ao afirmar que o clube vai verificar se o rival vai cessar a prática de 'levar' jogadores vindos das categorias de base atleticanas, um episódio que já se repetiu em alfinetadas anteriores contra o Barcelona.
A troca pública de notas e o tom irônico têm efeito prático: elevam a temperatura da negociação e tornam qualquer avanço mais difícil. Ao transformar a operação em disputa de imagem, o Atlético reforça a ideia de que só negociará em termos muito vantajosos — ou que a proposta não passou de ruído jornalístico do mercado — e expõe o Real a desgaste comunicacional diante da torcida adversária.
No fim, a combinação de multa bilionária e resposta pública do Atlético reduz as chances de uma solução rápida. O episódio deixa claro que, se houver nova ofensiva do mercado, ela terá de superar mais do que números: terá de enfrentar a resistência institucional e a repercussão entre torcidas.