O Atlético de Madrid reagiu de forma contundente aos boatos que colocam Julián Álvarez como alvo do Barcelona. Em comunicado enviado à imprensa espanhola, o clube afirmou que não recebeu ofertas formais e que o atacante "não está à venda", ao mesmo tempo em que criticou a circulação de notícias que, segundo a direção, têm incomodado jogadores e alimentado uma campanha midiática.
A indisposição dos colchoneros surge na esteira de reportagens que apontaram o argentino como opção para substituir Lewandowski no Barça. O Atlético ressalta que perguntas e abordagens em zonas mistas, além de especulações repetidas, viraram rotina e que boa parte do conteúdo se baseia em conversas de empresários, não em propostas oficiais.
A tensão ganha dimensão esportiva e financeira: Álvarez recusou recentemente uma proposta de renovação avaliada em €10 milhões por ano e deixou claro o desejo por um projeto maior. Segundo a imprensa, o clube só iniciaria negociações por cifras entre €150 milhões, valor que colocaria a venda fora do alcance de operações mais modestas — cenário que complica os planos do Barcelona e interessa a PSG e Arsenal, apontados como observadores do mercado.
Para o Atlético, o recado público tem função dupla: proteger o ambiente interno e tentar estancar a pressão externa. Para o atacante, a novela expõe uma decisão pessoal — permanecer até 2030 no contrato ou forçar uma saída — com impacto direto nas estratégias de mercado dos grandes clubes europeus.