O clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro, válido pela Copa do Brasil e marcado para as 21h na Arena MRV, tem um ingrediente pouco usual: 17 jogadores brasileiros que retornaram do exterior e foram repatriados pelos clubes nos últimos anos. As aquisições desses atletas somam, na contabilização dos direitos econômicos, valores na faixa de R$ 430 milhões — um peso financeiro que amplia a pressão por resultados imediatos.

No lado do Atlético aparecem oito nomes enquadrados como repatriados: Renan Lodi, Léo Duarte (fora por lesão), Lyanco, Alexsander, Gustavo Scarpa, Fred, Bernard e Reinier. Entre eles, apenas Bernard tinha passagem anterior pelo clube antes de atuar no exterior; seu retorno integra um contingente que já figurou com destaque em competições continentais nos últimos tempos.

O Cruzeiro trouxe nove atletas nesse perfil: William, João Marcelo, Gerson, Matheus Henrique, Matheus Pereira, Gabriel Pec (lesionado e fora do clássico), João Costa, Kaio Jorge e Wesley. Segundo levantamento, exceto Pec, Costa e Wesley, os demais chegaram a ser vice-campeões da Sul-Americana em 2024 — o que reforça a aposta cruzeirense em nomes com experiência internacional recente.

Os números expõem contraste claro: o Cruzeiro concentrou cerca de R$ 350 milhões nessas repatriações, contra aproximadamente R$ 80 milhões desembolsados pelo Atlético, que fez movimentos pontuais e aproveitou alguns contratos próximos do fim. Fora as duas baixas por lesão (Léo Duarte e Gabriel Pec), o duelo servirá como termômetro para avaliar se o alto investimento tem retorno na forma de protagonismo e êxito em mata-mata — e quem sentir menos a pressão pode ganhar vantagem no confronto.