Atlético‑MG e Bahia ficaram no empate por 1 a 1 na noite desta terça na Arena MRV. Ruan Tressoldi abriu o placar para o time mineiro no primeiro tempo; Ademir igualou na etapa final. Nos acréscimos, David Duarte cabeceou no travessão e assustou o Galo — chance que poderia ter definido o jogo.
Na coletiva, Rogério Ceni valorizou a reação do Bahia: destacou um segundo tempo superior, maior precisão na construção e as trocas que deram mais energia à equipe. O treinador lamentou que o gol final não tenha saído, lembrando que a vitória colocaria o Tricolor no G‑4 — um reflexo do custo político e esportivo de não transformar oportunidades em pontos.
Ceni também comentou desempenhos individuais: elogiou Rodrigo Nestor pela visão de jogo e condicionamento físico, mas reconheceu déficit defensivo de Zé Guilherme diante de Cuello, que o deixou cansado e levou à substituição após cartão amarelo. O técnico aproveitou para dar minutos a jovens da base, como Kauê Furquim e Ruan Pablo, movimento que reforça o banco sem comprometer a identidade tática.
Do ponto de vista do Atlético‑MG, o empate em casa representa pontos deixados em Belo Horizonte em momento crítico do primeiro turno. O jogo expôs dificuldade de construção no primeiro tempo e mostrou que, mesmo com volume, falhas de acabamento podem custar fôlego na corrida do Brasileirão. Para o Bahia, queda de braço vencida com trabalho e maior confiança para iniciar o returno.