O Atlético-MG encaminhou o empréstimo do zagueiro Rômulo ao Criciúma, da Série B. Cria do clube, o defensor de 23 anos terá contrato no novo clube enquanto o vínculo com o Galo segue até o término do Estadual de 2027. Rômulo vinha treinando em separado desde o retorno do empréstimo ao Sporting, de Portugal, onde disputou 17 partidas sem se firmar; pelo profissional do Atlético são 16 jogos e um gol.

A saída era previsível diante da pouca utilização e da necessidade de dar ritmo ao atleta. Para o Criciúma, trata-se de uma aposta de curto prazo; para o Atlético, a operação reduz um excedente de jogadores que não vinham sendo aproveitados. Internamente, o técnico Domínguez tem outras opções no setor — Lyanco, Tressoldi e Victor Hugo — e tem testado o garoto Vitão, promovido da base nas últimas partidas. A tentativa de contratar Léo Duarte durante a janela não se concretizou por conta de lesão, o que deixou o elenco com alternativas limitadas.

O empréstimo oferece a Rômulo a chance de recuperar valor de mercado e disputar mais minutos, mas também evidencia um desafio do Galo: integrar e valorizar talentos formados na base ou, ao menos, gerir melhor saídas para que o clube não acumule atletas estagnados. A decisão tem efeito prático na rotina do elenco e aponta para um modelo de rodízio e ajustes pontuais em vez de reformulação clara na retaguarda.

Do ponto de vista esportivo, a movimentação é racional, mas traz riscos. Caso ocorram novas lesões na defesa, a dependência de peças como Vitão ou de improvisos pode pesar em competições longas. Rômulo sai em busca de minutos e exposição; o Atlético terá que acompanhar a evolução do jogador e decidir, até 2027, se o retorno compensará a continuidade do investimento feito em sua formação.