O Atlético-MG carimbou a passagem para a final da Copa Sul-Americana mesmo com a derrota por 2 a 0 para o Montevideo City Torque, no estádio Centenário. O placar agregado de 3 a 2 sustentou a classificação que começou a ser construída na Arena MRV, onde o Galo havia vencido por 3 a 0 no jogo de ida.

A vaga garante ao clube a segunda final consecutiva do torneio — no ano passado o Atlético chegou à decisão contra o Lanús, empataram por 0 a 0 e o time mineiro acabou derrotado por 5 a 4 nos pênaltis. Agora, o adversário será o tradicional Boca Juniors, campeão da competição em 2004 e 2005, que pode se tornar o primeiro tricampeão da Sul-Americana.

Do ponto de vista técnico, a equipe de Eduardo Domínguez cumpriu o objetivo de administrar a vantagem, mas a derrota em Montevidéu expôs problemas de criação e efetividade ofensiva fora de casa. Para conquistar o primeiro título do torneio, o Atlético precisará melhorar a transição e manter a solidez defensiva diante de um adversário com experiência em decisões continentais.

Além do troféu em jogo, a classificação amplia a relevância internacional recente do clube e iguala o Atlético-MG a Athletico-PR e São Paulo no ranking brasileiro de finais da competição. A decisão em 21 de novembro, em Barranquilla, terá peso simbólico e esportivo: é oportunidade para converter o retrospecto recente em conquista concreta.