O Atlético-MG encerrou um incômodo jejum longe de Belo Horizonte ao golear a Chapecoense por 4 a 0, na Arena Condá, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro. A vitória, construída com autoridade desde os primeiros minutos, representou a primeira conquista do Galo como visitante na competição e trouxe alívio imediato à equipe de Eduardo Domínguez.
A vantagem foi forjada ainda no primeiro tempo: aos 23 minutos, Cuello cruzou e o desvio em Bernard abriu o placar. Aos 30', Hulk acionou Reinier, que ampliou, e aos 35' Reinier deu sequência ao contra-ataque para Cuello marcar o terceiro. O domínio mineiro foi claro: pressão pelas laterais, finalizações e controle do ritmo deixaram a Chapecoense sem reação, com parte da torcida já deixando o estádio antes do intervalo.
O Galo mostrou autoridade fora de casa e construiu a vitória com domínio dos dois lados do campo.
Na segunda etapa a Chape tentou reagir com alterações ofensivas e passou a levar mais perigo, mas o Atlético se manteve compacto defensivamente e soube administrar o resultado. A equipe visitante priorizou posse e transições, evitando perder a segurança atrás mesmo sem manter o ímpeto inicial. A conta foi fechada aos 49 minutos, quando Dudu recebeu do meio-campo e definiu o 4 a 0.
O triunfo faz o Galo subir na tabela, ocupando a 10ª posição com 11 pontos — quadro que, porém, ainda reflete a irregularidade do time no início do Brasileiro: três vitórias, dois empates e quatro derrotas. A Chapecoense, com sete pontos e na zona de rebaixamento, chega a sete jogos sem vitória e segue pressionada por resultados imediatos na Arena Condá.
Além do alívio pelo resultado, a leitura mais ampla é de que a exibição confirma potencial quando o time se apresenta compacto e agressivo, mas também evidencia que é preciso transformar ocasiões isoladas em sequência. O Atlético volta a Belo Horizonte para enfrentar o Athletico-PR na Arena MRV, no domingo, e terá na próxima semana a oportunidade de mostrar que a vitória em Chapecó pode ser o ponto de partida para maior regularidade.
A goleada alivia a pressão, mas a equipe precisa provar que pode sustentar esse nível ao longo do Brasileiro.