Aos 6 minutos do segundo tempo, o goleiro Everson ficou caído no gramado após choque com Vitinho e pediu atendimento. Em cumprimento à nova norma contra antijogo, a comissão técnica do Atlético-MG tirou Thiago Borbas por exatamente um minuto, procedimento que já vinha sendo testado como forma de coibir cera quando o lance envolve o goleiro.

O pacote de mudanças, em vigor no futebol brasileiro, altera a rotina dos atendimentos: quando há parada por conta de um goleiro, um jogador de linha deve deixar temporariamente o jogo. Antes, atletas que saíam para atendimento voltavam apenas com autorização do árbitro, e a medida era frequentemente usada para ganhar tempo. A novidade busca reduzir essa margem.

A aplicação no duelo com o Internacional mostra que a arbitragem está disposta a executar a medida na prática. Para as comissões técnicas, a regra impõe escolhas imediatas — quem sai, por quanto tempo, e como reorganizar a equipe sem perder intensidade. Há impacto direto na gestão de atletas e na dinâmica tática, especialmente em partidas apertadas.

No curto prazo, a mudança tende a acelerar retornos e a reduzir simulações, mas também amplia a responsabilidade dos treinadores e do banco. Para o Atlético-MG, a ocorrência foi uma primeira demonstração de adaptação: a regra foi usada sem polêmica, o que sinaliza maior rigidez contra práticas de antijogo e exige atenção das equipes em todas as esferas — do preparo físico ao controle de tempo.