O Atlético de Madrid saiu do Camp Nou com um resultado que muda a dinâmica da eliminatória: 2 a 0 diante do Barcelona, em partida de ida das quartas de final da Champions League. A vitória colchonera foi construída em dois momentos decisivos: a expulsão do zagueiro Cubarsí ainda no primeiro tempo e a qualidade na cobrança de falta de Julián Álvarez.

Antes do lance que definiu o jogo, o Barcelona imprimiu forte pressão inicial, mesmo sem Raphinha, e chegou a levar perigo em jogadas de ataque. O Atlético, porém, conseguiu controlar os espaços e manter perigo nos contragolpes, com atletas objetivando transições rápidas e finalizações que obrigaram a atenção da defesa catalã.

A expulsão de Cubarsí mudou o panorama e o Atlético aproveitou na cobrança de falta.

Aos 42 minutos, Cubarsí foi punido com vermelho após derrubar Simeone em lance de gol iminente; o VAR confirmou a revisão do árbitro. Na cobrança, Julián Álvarez colocou a bola no ângulo e abriu o placar, forçando o Barcelona a buscar alternativas táticas no segundo tempo com um jogador a menos em campo.

Na etapa final, o time da casa pressionou em busca do empate — e teve chances claras, incluindo uma bola no travessão — enquanto o Atlético recuou com consciência e explorou a superioridade numérica. Aos 24 da etapa complementar, em contra-ataque puxado por Ruggeri, Sorloth finalizou no canto para ampliar e dar ao visitante uma vantagem confortável para o jogo de volta.

O resultado joga agora a responsabilidade para o Barcelona no Metropolitano: um triunfo por dois gols leva a decisão à prorrogação; para o Atlético, até uma derrota por um gol basta para avançar. A partida de volta está marcada para terça-feira (14), às 16h (de Brasília), e deverá obrigar Hansi Flick a rever opções ofensivas diante da pressão por recuperação.

O resultado deixa os colchoneros em posição confortável para decidir no Metropolitano.